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“A fé só não move montanhas, mas as escavadeiras sim”
Pensador Pragmático
Uma das coisas que mais rapidamente se aprende ao ingressar nas organizações é que as coisas acontecem por alguma razão, por alguma causa, por vontade ou ausência daquela; do mesmo modo se percebe rapidamente que algumas das explicações não são tão simples de ver e que permanecem ocultas, se mantendo assim ainda que se tentem lhes mudar.
Às vezes se pensa que isto não acontece nas organizações dirigidas por profissionais, o que nos casos onde quem dirige é um empreendedor com um negócio em rápido crescimento isto não seria assim; mas certamente… Tem vezes que “as coisas não são como teriam que ser”.
O simples questionamento estabelece a oportunidade de mudança que pode ou não ser conveniente ou oportuna, mas si diante a intenção do mesmo se começa a receber justificações de ações ou omissões na organização, então é tempo de se perguntar…
Por que as coisas não são como teriam que ser?
Na minha experiência profissional participei em varias mudanças, alguma delas como protagonista, outras como espectador, tenho falado com meus colegas, gerentes, diretivos até o ponto de coincidir que…
As coisas não são como teriam que ser, porque há pessoas que mantém essa realidade e que nenhuma boa intenção bem concebida pode ter sucesso sem modificar o comportamento das pessoas que mantém aquilo que se pretende mudar.
É tempo de falar de algumas questões associadas que deveriam servir como iniciadores para a reflexão de situações particulares e responder ao interrogante central; muitas delas se derivam das experiências próprias e alheias que achei pertinentes:
· O teria que ser, sempre dispõe duma carga valorativa que em direção de empresas se apresentam como opiniões de situações nas quais a percepção lhe da um jeito pessoal que ao final de contas é possível debater.Criar e concordar significados são tarefas do líder, do Gerente Geral, Diretor Executivo ou quem dirija o local, uma boa maneira de fazer isto é objetivar o que estamos falando, criar padrões de referência para reduzir o campo de interpretações.Estabelecido o marco valorativo corresponde conhecer as posturas entre uns e outros para assim estabelecer as possibilidades que as boas intenções tem numa situação de mudança.
· Em segundo lugar, o teria que ser introduz uma brecha com o que realmente é, isto leva a nos perguntar por que as coisas são como são.Considerando um pouco de reducionismo cada ator relevante na organização expressa ante uma situação valorativa suas preferências em termos de valores e interesses, por derivação os que se apresenta na organização pode se explicar pela combinação que a mesma tem encontrado para funcionar.O limitante desta reflexão é que as boas intenções só poderão sobreviver si estão em comunhão com os atores relevantes, isto agrega outro ponto, às ações que executam os que representam as boas intenções, essa nova tarefa implica alinhar os atores com a proposta:
Como alinhar os atores relevantes às boas intenções?
Uma resposta pragmática será que deve ajustá-las aos valores e interesses dos atores, em alguns casos lê alcançará com ter razão, em outras terá que se esmerar para chegar à conveniência deles, a contraparte também tem direito a pensar senão será tempo de cambiar atores, o qual nem sempre é possível.
· Alinhar intenções significa e bem melhor do que nada, mas só quer dizer reunir intenções, elas só servem quando geram resultados ou ações que nos acercam à materialização do desejado.Para expressá-lo de maneira mais categórica uma ação concreta na direção correta desencadeia mais repercussões do que muitas intenções que nunca se concretizam, uma promessa é algo por cumprir, mas não é um fato.
· Nas organizações as boas intenções têm custos associados, si falamos de fazer ou deixar de fazer para que algo mude.Já temos mencionado como é possível dirigir uma boa intenção tal que funcione numa organização, colocando os atores relevantes do lado de boas intenções tem vantagens se elas são as nossas, mas ainda quando esse cenário seja importante ter presente que a fidelidade de vontades lhes requererá adesões a outras boas intenções que pousam se ajustar como coisas que teriam que acontecer.Os custos associados representam recursos organizacionais, tempos próprios e alheios para que as boas intenções se materializem.
· Não existe objetivo sem restrições, é inerente a qualquer intenção humana encontrar restrições, as quais se debatem no terreno do deve ser e do teria que ser; algumas vezes se trata de regras que devem ser cambiadas, outras de opiniões condicionantes, as maiores partes se referirão aos recursos necessários e outras de oportunidade.
“Poucas coisas freiam o câmbio que uma boa intenção introduzida fora do tempo”
Antecipar se às restrições resta espontaneidades à apresentação das boas intenções mas lhe assegura longevidade que requerer para se materializarem em especial quanto mais ambiciosa ela for.Ao momento de dar inicio a uma boa intenção devem estar as restrições conhecidas e os recursos alocados.
· As boas intenções que implicam que outro cambie são mais sedutoras: Com muita freqüência as mudanças que são propostas pela direção implicam o cambio de outros, seja porque em verdade se precisa ou porque há resistências ao próprio cambio.O câmbio para que outro mude e eu permaneça igual não costuma motivar a ninguém, menos ainda se as ações são conjugadas em plural:
Que parte das boas intenções lhe demandará mudar o que é ou você faz?
Freqüentemente tenho visto aos diretivos omitir a anterior pergunta, isto é simples de falar quando nos referimos a outras pessoas, as boas intenções perdem força quando quem tem que fazer no adere idéia.
· As boas intenções descansam nas pessoas e qual sêmola que precisa germinar requer água em forma de motivação. Tem vezes que o teria que se usa como inspiração, ou arenga (?) e não se presta atenção à perda de motivação que resulta de dissociar as palavras dos fatos, se ocultarem na retórica mais que nas ações.Identificar efetividades, é dizer ações que nos acercam à materialização das boas intenções é o primeiro passo, mas também não é o menos necessário lhes colocar responsáveis, prazos.Logo depois, como acontece como a sêmola germinando, precisa de cuidados que se traduzam em seguimento e atenção; qualquer colaborador sabe que na sua organização o importante esta determinado pela agenda dos chefes.
· Vontade não é sinônimo de capacidade: A coragem no garante mais do que isso… Coragem, uma virtude brava e admirável, mas… para materializar as boas intenções se requerera ajuda de alguém que saiba o que possa levar para adiante essas expressões de desejo.Tudo quanto foi exposto nos retorna ao início, as boas intenções se podem materializar só si houver efetividades para seu logro, caso contrário nunca deixarão de ser simples expressões, lembre daquela frase do inicio que sempre e mencionado pelo meu colega José Luis Segade.
[1] Baseado no apartado homônimo do meu futuro livro “A cima – ¿Que acontece lá cima? ¿Que se precisa para chegar e como fazem quem mora lá?”
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